quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

ALPALHÃO: A morte de um homem bom

(NOTA: Texto publicado originalmente em 1 de Agosto de 2013) 
1. De forma súbita e brutal, com intenso  pânico e sofrimento para a Maria Inês e o Carlos enquanto aguardavam o INEM / VMER, nos primeiros minutos desta segunda feira, Agostinho Madureira Pinto deixou o mundo dos vivos.
Mais conhecido, em Alpalhão, por Camões, pelos amigos carinhosamente tratado por «poeta», morre após um domingo passado a transmitir o seu carinho às netas, algo de elementar num homem tão humano.
 2. Operário de têmpera, ao longo da sua carreira sempre cumpriu exemplarmente tanto como trabalhador ciente dos seus deveres, como homem apegado aos seus direitos e com espírito lutador, lamentando, tantas vezes, a fragilidade da ação sindical no setor das pedras no concelho de Nisa. Muitas vezes, interrogando-se a si próprio do porquê desta contradição, intrigado com a falta de resposta para as suas preocupações e ansiedades.
3.Desde a primeira hora da democracia, ainda no tempo em que em Alpalhão a ação política era exercida quase clandestinamente, esteve sempre disponível para, com outros homens bons, dar a cara (e o nome) para assegurar as escassas dezenas de votos que eram recebidos pela FEPU. Humildemente, não mudou de caráter com a passagem para a APU vitoriosa (1982). Desinteressado de benesses, com a mesma colaboração que sempre deu aos comunistas e seus aliados. Em Alpalhão, a esse título, vale a pena (porque merecem) recordar os velhos Boaventura, Ideia, Paixão (pai), com o João Fortunato (felizmente ainda vivo) a aceder ao encabeçamento das listas eleitorais.
4. Generoso, o «Camões» estava em tudo o que era iniciativa popular  «alpalhoeira». Com legítimo orgulho, ajudando (sempre na retaguarda, por feitio) o «seu» Desportivo, no futebol e no trabalho de montagem da festa anual da terra.
Morreu, justamente, no momento em que, com outros camaradas, voluntária,  desinteressada e entusiasticamente, edificava a estrutura que a partir de 9 de agosto acolherá os festejos anuais organizados pelo GDRA, com a colaboração de outra associações locais.
O Agostinho partiu do nosso convívio, mas o seu exemplo de cidadão interveniente e solidário irá perdurar na memória de todos aqueles que tiveram o privilégio de, com ele, sonharem e lutarem por um mundo novo, mais justo e fraterno.

ALPALHÃO: O falecimento de António Grave Caldeira

(NOTA: Texto publicado em 24 de Outubro de 2012)
Faleceu, no dia 4, em Lisboa, vítima de um ataque cardíaco, o alpalhoense António Grave Caldeira.
Entusiasta da cultura, das tradições, do património e das gentes de Alpalhão, António Grave Caldeira fazia parte da Liga de Amigos de Alpalhão (LIAAL), da qual foi presidente.
Já reformado da companhia de seguros "Lusitânia Vida", António Grave Caldeira continuou em Lisboa, mas mantinha uma forte ligação a Alpalhão, que ficou chocada com a notícia do seu falecimento.
Foi um dos grandes mentores das comemorações dos 500 anos da atribuição do Foral Manuelino a Alpalhão, e foi por isso homenageado durante a efeméride, a que infelizmente já não conseguiu assistir. Faleceu aos 67 anos, muito antes de concretizar vários projectos que tinha desenhado para a sua vida, para a família e para Alpalhão.
À família enlutada, o Alto Alentejo apresenta as mais sentidas condolências.
in "Alto Alentejo" -

domingo, 27 de dezembro de 2020

ALPALHÃO: Notícias da terra n´O Distrito de Portalegre 2009 (I)

 


O Distrito de Portalegre - 5/3/2009

ALPALHÃO: O Património da Freguesia (I)

Capela de Nossa Senhora da Redonda 
Fica situada a 2 quilómetros da vila de Alpalhão.
É um edifício do século XVI, do tipo das capelas rurais do Alto Alentejo. A fachada é singela, com algumas alterações do século XVIII, e com um galilé cujo acesso se faz por amplo portão com arco de granito de volta redonda.
O interior é simples, de uma só nave, com portadas chanfradas emolduradas. A capela-mor é a primitiva; o tecto é de nervuras simples com cinco bocetes, sendo o principal floreado e maior. As nervuras assentam sobre mísulas. O tecto é todo pintado em policromia variada, com festões, ramagens e ornamentos.
Em redor do nervurado principal, corre uma tira com decorações monocromas sobre fundo amarelo em dois tons. Estas decorações são acentuadamente de assuntos profanos: leões, grifos, albarradas, etc. Por cima desta tira corre outra com as palavras iniciais da Avé-Maria e a data de 1564.
As paredes da capela-mor são revestidas com um silhar de azulejo azul e branco do meado do século XVIII, representando, em painéis, o Encontro com Santa Isabel, a Adoração dos Pastores, a Apresentação do Templo e a Circuncisão, todos com legenda em latim. O estado de conservação é regular.

(Bibliog. - Frei Agostinho de Santa Maria - Santuário Mariano - Tomo VI, pág. 389)
* Keil, Luís - Inventário Artístico do Distrito de Portalegre -
 

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

MARVÃO: Novembro é o Mês da Castanha

 


Movimento sindical recolhe abaixo-assinado por mais e melhor SNS no distrito de Portalegre

Esta quarta-feira, dia 4 de Novembro, o movimento sindical unitário, designadamente o SEP - Sindicato dos Enfermeiros Portugueses e o STFPSSRA - Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas bem como a USNA - União dos Sindicatos do Norte Alentejano, organizarão uma acção de recolha de assinaturas, junto de trabalhadores e utentes do Hospital Dr. José Maria Grande em Portalegre, a partir das 7h30.
Esta acção, integrada na semana de luta da saúde convocada pelo STFPSSRA, tem como objectivo juntar utentes e trabalhadores em torno dos problemas do SNS - Serviço Nacional de Saúde, designadamente da ULSNA - Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano, tais como a falta de pessoal e a falta de resposta às reivindicações em torno da valorização da carreira que os profissionais de saúde têm vindo a colocar através das suas estruturas representativas, problemas que se agravaram e se tornaram mais visíveis com a pandemia mas que já existiam antes.
Os dirigentes e delegados sindicais responsáveis por esta iniciativa convidam o vosso OCS a estar presente numa conferência de imprensa com o objectivo de aprofundar as questões que acima se enunciam, frente ao Hospital de Portalegre, pelas 9h.
O Depº de Informação da USNA/cgtp-in

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

SER SOLIDÁRIO - Dia Nacional do Dador de Sangue - Alpalhão 2/9/2012 (I)

 




MARVÃO: Município promove Feira do Livro Online

 

O Município de Marvão promove, de 3 a 11 de outubro, uma Feira do Livro Online, de forma a incentivar o gosto pela leitura e cultura local. Uma edição especial do evento que, nestes tempos extraordinários, permite a aquisição de obras em ambiente digital, com portes de envio gratuitos, através dos CTT.
Tendo em consideração a atual situação epidemiológica, que não permite a realização da décima sétima edição da Feira do Livro, nos mesmos moldes dos anos anteriores, a autarquia permite, com esta iniciativa, a aquisição das suas publicações através da compra online.
A lista de livros para venda está disponível em:
https://www.cm-marvao.pt/pt/publicacoes-para-venda
O pagamento deverá ser efetuado antecipadamente por transferência bancária (IBAN PT50 0018 000003930613001 40), e o comprovativo enviado para: camara.velha@cm-marvao.pt
A fatura será enviada juntamente com o(s) livro(s), ou por email.
As publicações estão também disponíveis para aquisição, durante todo o ano, na Câmara Velha - Casa da Cultura de Marvão.
Informações e encomendas:
Câmara Velha - Casa da Cultura de Marvão
(Todos os dias, das 10h00 às 17h00) - tel. 245 909 137
camara.velha@cm-marvao.pt

GNR realiza operação “Censos Sénior 2020”

 


Durante o mês de outubro, em todo o território nacional, a Guarda Nacional Republicana (GNR), no âmbito do Policiamento Comunitário, realiza mais uma edição da operação “Censos Sénior”, que visa identificar a população idosa, que vive sozinha, ou isolada, ou sozinha e isolada, através da atualização dos registos das edições anteriores.
Os militares da GNR irão realizar um conjunto de ações de sensibilização, junto das pessoas idosas em situação vulnerável, privilegiando também os contatos com os que vivem sozinhos e/ou isolados, através de contactos pessoais, para que este público-alvo adote comportamentos de segurança que permitam reduzir o risco de se tornarem vítimas de crimes, nomeadamente em situações de violência, de burla, furto e ainda para prevenir comportamentos de risco associados ao consumo de álcool, bem como para a adoção de medidas preventivas de propagação da pandemia COVID-19.
No decorrer da operação, os militares farão ainda a divulgação dos programas “Apoio 65 – Idosos em Segurança” e “Residência Segura”, que permitem recolher os elementos necessários para a elaboração de um mapa, com a localização georreferenciada de todas as residências aderentes ao projeto. Esta identificação geográfica torna assim mais eficaz as ações de patrulhamento e a vigilância dos militares da GNR, traduzindo-se numa resposta policial mais célere.
Na edição de 2019 da operação “Censos Sénior”, a Guarda sinalizou 41.868 idosos que vivem sozinhos e/ou isolados, ou em situação de vulnerabilidade, em razão da sua condição física, psicológica, ou outra que possa colocar a sua segurança em causa. As situações de maior vulnerabilidade foram reportadas às entidades competentes, sobretudo de apoio social, no sentido de fazer o seu acompanhamento futuro. No contexto atual de pandemia COVID-19 e em complemento de todas as ações que vêm sendo desencadeadas por todo o seu dispositivo, a Guarda tem estado particularmente atenta à evolução de determinados fenómenos criminais, visando sobretudo proteger os mais vulneráveis.
Desde 2011, ano em que foi realizada a primeira edição da Operação “Censos Sénior”, a Guarda tem vindo a atualizar a base de dados geográfica, então criada, proporcionando assim um melhor apoio à nossa população idosa, o que certamente contribui, por um lado, para a criação de um clima de maior confiança e de empatia entre os idosos e os militares da GNR e, por outro, para o aumento do seu sentimento de segurança.

PORTALEGRE: Município associa-se ao Mês Rosa

 

Assinalado pela Liga Portuguesa Contra o Cancro
Em Outubro assinala-se o Mês Rosa, promovido pela Liga Portuguesa Contra o Cancro, como forma de sensibilização e prevenção do cancro da mama.
Mais uma vez, a Câmara Municipal de Portalegre associa-se a esta iniciativa iluminando a fachada do edifício do Centro de Congressos de cor-de-rosa durante este período, com o objetivo de sensibilizar e alertar a população para esta problemática, em particular para a necessidade de adotar cuidados de prevenção através do rastreio e deteção precoce do cancro da mama.
Devido à pandemia de Covid-19, a habitual Caminhada Rosa, evento apoiado pela Câmara Municipal de Portalegre, não se irá realizar. No entanto, a Liga Portuguesa Contra o Cancro marcará a data através da venda de t-shirts, sendo que esta iniciativa conta também com o apoio do município.
Cada t-shirt tem o preço de 5 euros, sendo possível adquirir nas instalações da Liga Portuguesa Contra o Cancro - Núcleo Regional do Sul, Rua de Olivença, 12 A em Portalegre, entre as 9h00 e as 13h00 e das 14h00 às 18h00. O montante angariado contribuirá para o cumprimento da missão da Liga Portuguesa Contra o Cancro – o apoio ao doente oncológico e à sua família.

AVIS: 80 anos do Clube de Futebol “Os Avisenses”

O 𝐂𝐥𝐮𝐛𝐞 𝐝𝐞 𝐅𝐮𝐭𝐞𝐛𝐨𝐥 “𝐎𝐬 𝐀𝐯𝐢𝐬𝐞𝐧𝐬𝐞𝐬” 𝐚𝐬𝐬𝐢𝐧𝐚𝐥𝐚, 𝐧𝐨𝐬 𝐝𝐢𝐚𝐬 𝟏𝟒 𝐞 𝟏𝟓 𝐝𝐞 𝐚𝐠𝐨𝐬𝐭𝐨, 𝐚 𝐩𝐚𝐬𝐬𝐚𝐠...