sábado, 16 de julho de 2022
SAÚDE: Avis com 19 dadores de sangue
quarta-feira, 20 de janeiro de 2021
HÁ 60 ANOS O INÍCIO DA GUERRA COLONIAL (I)
Menina dos olhos tristes
O que tanto a faz chorar
O soldadinho não volta
Do outro lado do mar (1)
Onde se fala do annus horribillis do salazarismo, do início da guerra colonial, da queda de Goa, Damão e Diu, do princípio da derrocada do Império Colonial Português, da dor e das lágrimas de uma mãe de Tolosa, sem dinheiro para pagar a “caixa de pinho” e trazer de volta, o filho morto em combate...
23 de Janeiro de 1961. Foi há 50 anos e ainda me lembro do rádio a pilhas, em cima da secretária, na sala de aula do 1º andar da Escola do Rossio. O professor, meu primo António da Piedade Pires, ligava-o a espaços para ouvirmos a “aventura” em forma de novela radiofónica do assalto ao Santa Maria. O ano começava mal para o regime salazarista e num país onde só era permitida uma ideologia política, onde não se podia discutir, sequer, o “sexo dos anjos”, aquelas doses maciças de apologia nacionalista e de constantes alusões aos “traidores da pátria” comandados por Henrique Galvão calaram bem fundo em cada um de nós.
(1) Menina dos olhos tristes – letra de Reinaldo Ferreira; Música de Zeca Afonso
Mário Mendes - Janeiro de 2011
Legendas das fotos
1 - Parada militar em Bissau (1968
2 - Coluna militar para Bambadinca (Guiné-Bissau)
3 - Militares nisenses na Índia (1962)
4 - Memorial de homenagem aos Combatentes da Freguesia de Montalvão (2020)
Grupo Ciclo Alpalhoense: 20 anos a pedalar pelo convívio e pela natureza
Uma festa que começou com um almoço convívio e se prolongou pela tarde fora com muita música e animação.
Há 20 anos e após uma iniciativa de BTT que juntou 86 participantes, nascia a 26/2/1995, o Grupo Ciclo Alpalhoense. Foram seus fundadores José Martins, Francisco Guedelha, Abel Maia, António Alves, António Mourato, António Bugalho, Rogério Godinho, António Paulino, Joaquim da Rosa, José Rosa, Xenofonte Martins e João Freire.
“A principal actividade que desenvolvemos é o cicloturismo, temos actualmente 18 praticantes inscritos na Federação Portuguesa de Cicloturismo”, explica-nos José Maria Gonçalves Martins, presidente da colectividade, cargo que exerce há cerca de duas décadas.
O Grupo Ciclo Alpalhoense promove também um convívio de pesca anual, passeios pedestres, os festejos de Santo António e outras iniciativas do agrado dos seus 130 associados. Dispõe de sede própria, as antigas instalações do matadouro, pertencentes à Junta de Freguesia e recuperadas pela Câmara, depois de 16 anos em instalações alugadas e que constituíam uma grande encargo.
José Martins considera “muito positivos” estes 20 anos de actividade do GCA, “só possíveis pela entreajuda de todos os elementos das várias direcções, que mantém, diariamente, a associação aberta”, deixando no entanto um apelo. “As instalações foram recuperadas mas as obras não estão ainda concluídas, pois falta melhorar o piso na sala principal e noutros compartimentos. Neste dia de festa, apelo para a Câmara Municipal, no sentido de nos apoiar, monetariamente ou em obras, para que possamos melhorar as instalações e torná-las mais dignas.”
Ao fim de 20 anos à frente do GCA, José Martins considera que chegou a hora de dar lugar aos mais novos, disponibilizando-se para colaborar com os futuros corpos sociais e deixando uma mensagem aos sócios e amigos da colectividade.
“Peço aos sócios e entidades, que se mantenham fiéis à associação e ao espírito cicloturista. À população que nos continue a apoiar e nos visite, as portas estão sempre abertas.”
Mário Mendes in "Alto Alentejo" - 11/3/2015
Trabalhadores dos granitos de Alpalhão em greve pelo pagamento das renumerações
(NOTA: Texto publicado em 3 de Fevereiro de 2015)
Os trabalhadores da empresa Granitos de Maceira - Alpalhão iniciam às 8 horas de hoje, 4 de fevereiro, uma greve exigindo o pagamento de três meses de salário e de quinze subsídios de férias e de Natal que há oito anos não lhes são pagos.
A União dos Sindicatos do Norte Alentejano juntar-se-á ao Piquete de greve à porta da empresa.
Portalegre, 4 de fevereiro de 2015
A Comissão Executiva da USNA/cgtp-in
ALPALHÃO: A morte de um homem bom
1. De forma súbita e brutal, com intenso pânico e sofrimento para a Maria Inês e o Carlos enquanto aguardavam o INEM / VMER, nos primeiros minutos desta segunda feira, Agostinho Madureira Pinto deixou o mundo dos vivos.
Mais conhecido, em Alpalhão, por Camões, pelos amigos carinhosamente tratado por «poeta», morre após um domingo passado a transmitir o seu carinho às netas, algo de elementar num homem tão humano.
2. Operário de têmpera, ao longo da sua carreira sempre cumpriu exemplarmente tanto como trabalhador ciente dos seus deveres, como homem apegado aos seus direitos e com espírito lutador, lamentando, tantas vezes, a fragilidade da ação sindical no setor das pedras no concelho de Nisa. Muitas vezes, interrogando-se a si próprio do porquê desta contradição, intrigado com a falta de resposta para as suas preocupações e ansiedades.
3.Desde a primeira hora da democracia, ainda no tempo em que em Alpalhão a ação política era exercida quase clandestinamente, esteve sempre disponível para, com outros homens bons, dar a cara (e o nome) para assegurar as escassas dezenas de votos que eram recebidos pela FEPU. Humildemente, não mudou de caráter com a passagem para a APU vitoriosa (1982). Desinteressado de benesses, com a mesma colaboração que sempre deu aos comunistas e seus aliados. Em Alpalhão, a esse título, vale a pena (porque merecem) recordar os velhos Boaventura, Ideia, Paixão (pai), com o João Fortunato (felizmente ainda vivo) a aceder ao encabeçamento das listas eleitorais.
4. Generoso, o «Camões» estava em tudo o que era iniciativa popular «alpalhoeira». Com legítimo orgulho, ajudando (sempre na retaguarda, por feitio) o «seu» Desportivo, no futebol e no trabalho de montagem da festa anual da terra.
Morreu, justamente, no momento em que, com outros camaradas, voluntária, desinteressada e entusiasticamente, edificava a estrutura que a partir de 9 de agosto acolherá os festejos anuais organizados pelo GDRA, com a colaboração de outra associações locais.
O Agostinho partiu do nosso convívio, mas o seu exemplo de cidadão interveniente e solidário irá perdurar na memória de todos aqueles que tiveram o privilégio de, com ele, sonharem e lutarem por um mundo novo, mais justo e fraterno.
ALPALHÃO: O falecimento de António Grave Caldeira
domingo, 27 de dezembro de 2020
ALPALHÃO: O Património da Freguesia (I)
* Keil, Luís - Inventário Artístico do Distrito de Portalegre -
segunda-feira, 2 de novembro de 2020
AVIS: 80 anos do Clube de Futebol “Os Avisenses”
O 𝐂𝐥𝐮𝐛𝐞 𝐝𝐞 𝐅𝐮𝐭𝐞𝐛𝐨𝐥 “𝐎𝐬 𝐀𝐯𝐢𝐬𝐞𝐧𝐬𝐞𝐬” 𝐚𝐬𝐬𝐢𝐧𝐚𝐥𝐚, 𝐧𝐨𝐬 𝐝𝐢𝐚𝐬 𝟏𝟒 𝐞 𝟏𝟓 𝐝𝐞 𝐚𝐠𝐨𝐬𝐭𝐨, 𝐚 𝐩𝐚𝐬𝐬𝐚𝐠...
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QUADRAS POPULARES (Em noite de S. João) Na noite de S. João Eu caí numa fogueira: - Foi no fogo dum olhar Duma garota brejeira… ...
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O verão pede festa, alegria e muita tradição… Nada melhor que o nosso Arraial da Santa Isabel para celebrar tudo isso em grande! É o momento...

























